quinta-feira, 3 de julho de 2014

CRIAÇÃO DA COMARCA DE ALAGOAS


As câmaras das vilas de Alagoas, Penedo e Porto Calvo levaram uma reclamação popular a Francisco de Castro Morais, Governador da Capitania de Pernambuco, e este, reconhecendo a necessidade dessa reclamação, enviou uma Carta Régia ao Reino, em 1706, solicitando a criação da Comarca, com jurisdição das terras de Porto Calvo ao São Francisco.

Após o acontecimento da Guerra dos Mascates, que era entre os habitantes de Recife e Olinda, que durou de 1710 a 1711, José Felix Machado assumiu o governo da Capitania e, ao reconhecer a participação popular na expulsão dos holandeses e no combate aos quilombos, reconheceu o progresso da Parte Sul, elevando Alagoas à condição de Comarca em 12 de maio de 1712, nomeando seu primeiro Ouvidor o bacharel José Soares da Cunha, designando dois termos, Penedo e Porto Calvo, onde permanecia um juiz ordinário, e a “cabeça-de-comarca” (uma espécie de sede) a vila de Alagoas (atual cidade de Marechal Deodoro), onde permanecia o Ouvidor.

A criação da Comarca foi um grande passo para o desenvolvimento do território alagoano, nos aspectos político, econômico e demográfico.  Antes da criação da comarca, os grandes proprietários ocupavam as funções de juiz e de policial, elaborando suas próprias leis. Depois que os juízes assumiram suas funções, essa autoridade foi quebrada. Na economia, sua renda estava maior que a Capitania da Paraíba.

Enquanto a economia prosperava, havia um crescimento populacional tanto no litoral quanto no interior. Além de Alagoas, Penedo e Porto Calvo, alguns povoados se desenvolveram, como São Miguel dos Campos, Atalaia, Anadia (originária de um arraial), Piaçabuçu (que tinha algumas casas e a capelinha de São Francisco do Borja), Palmeira dos Índios (originou-se do Aldeamento Chucurus), Porto Real do Colégio e Maceió, um povoado em desenvolvimento.

ORIGEM DE MACEIÓ


Maceió vem da palavra MACAIÓ-K, MAÇAÓ ou MASSAYO, que significa “o que tapou o alagadiço”.

A origem de Maceió é cercada de dúvidas porque não existem documentos que comprovem. O Estado de Alagoas surgiu com a origem de várias vilas, além de ter sido parte da Capitania de Pernambuco.

Existe uma escritura, datada de 1611, pertencente a Diogo Soares da Cunha que faz menção a uma sesmaria doada a Manoel Antônio Duro, referente a uma casa de telha, de sua propriedade, localizada no bairro da Pajuçara.

Como o açúcar era um produto explorado e que trazia riquezas, alguns engenhos foram construídos e, ao redor deles foram construindo várias casas, formando povoados, e destes foram surgindo várias cidades, assim como Maceió surgiu de um engenho.

Existem dúvidas sobre qual engenho originou a cidade de Maceió: uma é que a cidade foi originada de um engenho chamado Massayo, e outra é que surgiu de um engenho perto do riacho Salgadinho.

Em relatos sobre a primeira versão, consta que o engenho Massayo era de propriedade do capitão Apolinário Fernandes Padilha e de sua mulher Beatriz Ferreira Padilha. Esse engenho era localizado onde hoje é a Assembleia Legislativa, situada na Praça D. Pedro II, e nele havia uma capelinha, sob o patrocínio de São Gonçalo do Amarante, que permaneceu até 1850, quando foi demolida para construção da catedral Metropolitana de Maceió, onde até hoje está edificada.

A outra versão é que a cidade foi originada de um engenho que ficava próximo ao um riacho, que era denominado pelos índios de Massayo, onde hoje é o riacho Salgadinho, o qual corta a cidade. Ao redor desse engenho surgiram vários povoados que futuramente, com o crescimento elevaria Maceió à condição de vila. Talvez esse local da construção desse engenho tenha sido escolhido por ser próximo ao porto do Jaraguá, como também para facilitar o transporte do açúcar.

sábado, 21 de junho de 2014

VISITA DO IMPERADOR A ALAGOAS

                D. Pedro II mostrou-se ser um bom administrador. Durante seus quase 50 anos de império, o Brasil cresceu muito, porém existiram muitas batalhas em que Duque de Caxias venceu todas. Além de governar, visitou quase todas as províncias do Brasil, acompanhado de sua esposa, D. Tereza Cristina. De início queria visitar a Cachoeira de Paulo Afonso, mas, devido aos incômodos da viagem, resolveu deixar a esposa em Salvador.

                Em sua passagem por Alagoas, chegou à cidade de Piaçabuçu, visitou a pequena capela. Depois seguiu a Penedo, percorrendo a cidade a cavalo, passando ligeiramente em Propriá e depois visitou Porto Real do Colégio, onde foi recebido pelos índios. Depois, foi a Traipu, onde pernoitou. Foi a Pão de Açúcar, permanecendo de 17 a 22 de outubro de 1859.

                 Em 31 de dezembro de 1859, D. Tereza e D. Pedro II saíram de Salvador, chegando ao Porto de Jaraguá, depois seguiram à Nova Matriz (hoje a Catedral Metropolitana), assistindo às solenidades e foram hospedados no Palacete do Barão de Jaraguá.

                  Em 01 de janeiro de 1960, D. Pedro II percorreu Maceió em vários pontos. Em 03 de janeiro do mesmo ano, o casal foi ao Norte da Província, visitando as cidades de Porto de Pedras, Porto Calvo, e depois foram a Colônia Leopoldina, voltando a Maceió.  Visitou Pilar, Coqueiro Seco, voltando a Maceió para visitar outros pontos.

                   No dia 11 de janeiro de 1860, o casal despediu-se da Província de Alagoas, partindo em Seguido para Pernambuco.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

ALAGOAS NA ABOLIÇÃO


A campanha abolicionista em Alagoas teve seus antecedentes na colonização. Vários foram os movimentos e, inclusive, alguns quilombos existiram, como o dos Palmares.

O Brasil teve um imperador que era contra a escravidão, D. Pedro II. Apesar de D. Pedro ser o imperador, não podia resolver nada sozinho devido aos fazendeiros que resistiam e queriam que continuasse a existir a mão de obra escrava.

Em Alagoas não foi encontrada muita resistência, o que facilitou para luta pela libertação dos escravos. O cultivo da cana-de-açúcar concentrava muitos negros no norte e no centro da Província.

Muitos alagoanos, pensando na libertação, criaram s SOCIEDADE LIBERTADORA ALAGOANA, em 1881, apesar de ter existido a COMISSÃO LIBERTADORA DE ESCRAVOS e o CLUBE ABOLICIONISTA.

As lutas pela libertação estavam estampadas nos jornais LINCOLN e GUTEMBERG, como também a GAZETA DE NOTÍCIAS, que disponibilizou uma coluna para a Sociedade Libertadora Alagoana. Outro jorna, O CORREIO DE MACEIÓ juntou-se à Gazeta para ajudar na campanha.

Após a publicação da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, o Presidente da Província, Dr. Antônio Caio da Silva Prado, telegrafou a Princesa Isabel e ao ministro João Alfredo homenageando-os e agradecendo em nome do povo alagoano.

Depois da notícia, a Sociedade “PHILARMÔNICA MINERVA” organizou uma festa para homenagear o dia 13 de maio.

De Milão, o Imperador D. Pedro II telegrafou uma mensagem, na qual estava escrito: GRANDE POVO!

ALAGOAS NA ESCRAVIDÃO


ALAGOAS NA ESCRAVIDÃO

 
No Brasil, a escravidão teve início no século XVI, com a produção de açúcar, devido a instalação de engenhos. Após o fracasso da escravidão dos índios, os portugueses resolveram trazer os negros da África para o trabalho escravo. Eram trazidos nos porões dos navios da pior forma possível. Se existisse algum ser doente, era jogado em alto-mar;

Os negros chegavam ao porto de Recife e eram distribuídos nos engenhos. Sua venda era efetuada, dependendo de sua capacidade física. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro.  

Eram tratados da pior forma possível e recebiam castigos caso desobedecessem.  Muitos eram levados para trabalhar no engenho, outros nas minas (a partir do século XVIII).

 

 

COMPOSIÇÃO DO ENGENHO

 

Os engenhos eram compostos por moenda, casa de purgar, fornalhas, galpões e diversos depósitos. Neles havia a casa grande (residência do proprietário), capela e senzala, onde os escravos viviam em más condições. Nelas procuravam praticar suas culturas, pelo fato de serem proibidos.

 

ESCRAVOS E AS LEIS DOS BRANCOS.

 

Além da proibição de praticar sua cultura, não podiam praticar sua religião, sendo obrigado a seguir o catolicismo e usar o idioma português para comunicação. Em alguns casos, não podiam fequentar a mesma igreja que os brancos. Para continuar suas práticas religiosas, os escravos usavam o sincretismo religioso para conservar suas crenças. Nas senzalas desenvolveram vários costumes utilizados hoje, como a feijoada, o candomblé e uma forma de luta desenvolvida por eles, a capoeira.

FUGAS DE ESCRAVOS E DESEJO DE LIBERDADE

 

Os africanos que viviam escravizados alimentavam o desejo de fugir, e por isso empregavam todos os meios. Aproveitando a situação dos engenhos, no quais os senhores tinha preocupação de planejar expulsar os holandeses do Brasil, realizavam fugas e juntavam-se em grupos, que eram chamados de quilombos, e o mais conhecidos eram o Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, próximo onde atualmente é situada a cidade de União dos Palmares. Quilombo dos Palmares recebeu este nome devido à vasta plantação de palmeiras que existia.

Quando os escravos eram capturados, recebiam severos castigos, dentre os quais levavam chibatadas no tronco, conhecido como pelourinho. Outra medida que os senhores de engenho tomavam era queimar o rosto do fugitivo com ferro quente com a letra “F” de FUJÃO”, e esta última palavra fazia parte de uma placa de madeira em que o escravo carregava em seu pescoço.

Devido aos maus tratos, os escravos lutavam pela sua liberdade, e uma das formas eram as constantes fugas para outros locais, formando povoados que seriam conhecidos como quilombos. Cada quilombo tinha um líder de raça para organizar suas manifestações a favor da libertação dos escravos.

terça-feira, 3 de junho de 2014

ALAGOAS NA ABOLIÇÃO


                A campanha abolicionista em Alagoas teve seus antecedentes na colonização. Vários foram os movimentos e, inclusive, alguns quilombos existiram, como o dos Palmares.

O Brasil teve um imperador que era contra a escravidão, D. Pedro II. Apesar de D. Pedro ser o imperador, não podia resolver nada sozinho devido aos fazendeiros que resistiam e queriam que continuasse a existir a mão de obra escrava.

Em Alagoas não foi encontrada muita resistência, o que facilitou para luta pela libertação dos escravos. O cultivo da cana-de-açúcar concentrava muitos negros no norte e no centro da Província.

Muitos alagoanos, pensando na libertação, criaram s SOCIEDADE LIBERTADORA ALAGOANA, em 1881, apesar de ter existido a COMISSÃO LIBERTADORA DE ESCRAVOS e o CLUBE ABOLICIONISTA.

As lutas pela libertação estavam estampadas nos jornais LINCOLN e GUTEMBERG, como também a GAZETA DE NOTÍCIAS, que disponibilizou uma coluna para a Sociedade Libertadora Alagoana. Outro jorna, O CORREIO DE MACEIÓ juntou-se à Gazeta para ajudar na campanha.

Após a publicação da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, o Presidente da Província, Dr. Antônio Caio da Silva Prado, telegrafou a Princesa Isabel e ao ministro João Alfredo homenageando-os e agradecendo em nome do povo alagoano.

Depois da notícia, a Sociedade “PHILARMÔNICA MINERVA” organizou uma festa para homenagear o dia 13 de maio.

De Milão, o Imperador D. Pedro II telegrafou uma mensagem, na qual estava escrito: GRANDE POVO!

 

sábado, 31 de maio de 2014

ÍNDIOS EM ALAGOAS


Antes do descobrimento, Alagoas era habitada por nativos que os europeus passaram a denominar índios porque acreditavam estar nas Índias.

Estima-se que no Brasil viviam entre 1 e 10 milhões de habitantes primitivos, dividios em várias tribos.

 Os índios tinha seu próprio modo de vida que para alguns “civilizados” eram considerados selvagens, bárbaros, aculturados e outros termos os deixavam à vargem da “sociedade desenvolvida”. Eles viviam em grupos denominados tribos, como se fosse uma espécie de república, composta por aldeias ou tabas, que eram um agrupamento de ocas indígenas, como de fossem casas para eles. Vestiam tangas pintavam o corpo, tinham o cabelo estirado e usavam indumentárias fabricadas por eles como o cocá feito de penas e colares feitos de dentes de animais.

Seu meio de trabalho consistia na caça, na pesca e agricultura de sobrevivência, tendo como principais alimentos o milho e a mandioca. A caça e a pesca eram atividades exercidas pelo homem e as domésticas, pelas mulheres.

Fabricavam instrumentos musicais e realizavam várias danças, como o toré (dança da chuva) e o kuarup ( reverência aos mortos).

As tribos tinham suas linguagens próprias, sendo a predominante o tupi-guarani, entre outros dialetos desconhecidos.

Tinham como chefe o cacique, que eram escolhidos entre os mais velhos e experientes e o pajé como líder religioso. Tinham o Conselho de Anciãos que realizavam reuniões em tempo de guerra. Eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses como Tupã (deus trovão e realizador de toda criação), Jaci (deusa lua), Juripari (deus maligno e vingativo), Guaraci (mãe dos viventes). Em seu ritual de morte colocavam vários pertences próximos ao falecido, acreditando que ele ia ao Monte Azul.

Entre as tribos que existiam em Alagoas, as que mais se destacavam eram:

- Caetés: habitavam o litoral sul. Eram selvagens e foram responsáveis pela morte do primeiro Bispo do Brasil, Dom Pero Fernandes Sardinha, no local onde fica o atual município da Barra de São Miguel. Odiavam os portugueses, por estes terem expulsados os franceses, os quais ofertavam quinquilharias em troca do pau-brasil.

- Potiguaras: habitavam o litoral Norte, de Porto Calvo ao Cabo de Santo Agostinho, onde Cristóvão Lins receberia uma sesmaria.

- Aconans, Cariris, Coropotós e Carijós, habitavam as margens do Rio São Francisco.

- Umans, entre os rios Moxotó em Pajeú, no alto Sertão.

- Cucurus em Palmeira dos Índios.

- Vouvés e Pipianos, viviam no extremo ocidental em Alagoas.

Atualmente vivem certa de 7000 índios no Território Alagoano, distribuídos entre as cidades de Pariconha, Água Branca, Traipu, Palmeira dos Índios, Porto Real do Colégio, Feira Grande, São Sebastião e Joaquim Gomes. Eles lutam para conseguir um pedaço de terra que um dia foi deles. Algumas das práticas como o artesanato e a agricultura de subsistência são usadas como meio de sobrevivência.

O órgão responsável pela preservação dos índios é a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e o dia 19 de abril é considerado o Dia do Índio.